top of page

Moving Out of Anthropocentrism: Practices for Eco-Decolonial Regeneration

Uma Comunidade de Prática para aqueles interessados em criar futuros regenerados.

Vivemos em um momento de colapso — climático, democrático, e de valores. Quando pensamos que o futuro é algo dado, que nós não temos o que fazer para mudá-lo, a perspectiva se torna incerta e sombria. Mas, quando entendemos que o futuro é construído a cada minuto, pelas decisões que tomamos, passamos a entender que nós estamos definindo para onde caminhamos

No entanto, estamos imersos em paradigmas como o Antropocentrismo e a Modernidade, que distorcem nossa percepção e nos impedem de ver as coisas com clareza e tomar melhores decisões. Assim, tendemos a reforçar o colapso ao invés de superá-lo. Precisamos urgentemente de uma mudança de paradigmas, que passa por uma mudança de visão de mundo, isto é, uma mudança de valores e de mentalidade.

 

Precisamos sair do antropocentrismo — essa visão fragmentada que separa humano de natureza, homem de mulher, mente de espírito — e entrar em um paradigma relacional, ecológico e além-humano. Aqui que entra a regeneração.

 

O que é regeneração: é um processo de transformação, que pode ocorrer em diferentes setores da sociedade, como agricultura, design e turismo, que visa “dar nova vida” aos sistemas relacionados. Esses sistemas podem ser naturais, sociais ou, também, subjetivos. Regenerar significa, por exemplo, restaurar ecossistemas naturais; criar relações comunitárias colaborativas em um local específico; ou passar a ver o mundo com novos valores e crenças, dentro de um paradigma sistêmico da vida, respectivamente.

D0F03BFF-8057-4D15-96C1-72236DCD0451_edited.jpg

Mas como o design pode abordar essa mudança de mentalidade, valores e visão de mundo?

Abordagens emergentes como Transition Design e Regenerative Design apontam para a necessidade de mudarmos nossa visão de mundo, mas o caminho proposto por alguns de seus autores ou não é claro, ou não é dado. No nosso entendimento, precisamos regenerar nossa visão de mundo, que é fazer um processo de “ressubjetivação ecológica", ou seja, precisamos questionar a visão de mundo antropocêntrica e moderna que carregamos, para podermos nos relacionar de formas mais saudáveis e justas com o mundo.

Esta pesquisa investiga exatamente isso. Propomos que o design ecossistêmico-regenerativo pode criar práticas capazes de colaborar com esse processo de "regeneração subjetiva" através da reconexão ecológica.

E, uma vez iniciados no processo regenerativo, seremos capazes de imaginar e co-criar futuros verdadeiramente sustentáveis.

planta_na_pedra.jpg

O que é a Comunidade de Prática

Você é convidado(a) a participar desta investigação não como sujeito passivo, mas como co-criador ativo. Esta é uma oportunidade de experimentar, em primeira mão, uma jornada regenerativa composta por cinco etapas interconectadas: Observar, Mergulhar, Curar, Recriar e Regenerar.

O que esperar: Uma jornada de 6 encontros (5 semanas) combinando reflexão crítica, experiências corporais e práticas criativas embasadas na ecologia, design regenerativo, design especulativo,  saberes indígenas e decoloniais, ecopsicologia e pensamento sistêmico. Você vai explorar conceitos e práticas como o “além-humano” (more-than-human), luto ecológico, ancestralidade e conexões com o passado e cenários futuros pós-antropocêntricos.

Para quem é: Designers, consultores e tomadores de decisão que sentem a urgência da crise planetária, mas se sentem limitados diante do contexto

atual; pessoas que sentem ansiedade climática e não encontram vazão para esse sentimento; profissionais que desejam dar um passo além da sustentabilidade. Ideal para quem deseja desenvolver novas literacias ecológicas e criativas para imaginar e criar futuros regenerados.

O que você leva: no nível mais básico, esperamos que você saia do processo com um ferramental que lhe permita refletir sobre seus valores, vieses e decisões — e como eles podem moldar um mundo diferente daqui pra frente. Queremos que você leve um repertório de práticas e exercícios que ajudem você a

seguir no seu processo de ressubjetivação ecológica. Além de uma visão de futuro regenerado e um compromisso concreto para guiar seu caminho e suas práticas futuras.

Seu compromisso: por ser parte de uma pesquisa acadêmica, é esperado que você se comprometa a participar ativamente durante 5 semanas (6 encontros) com dedicação de 2 horas por encontro e até 2 horas extras durante a semana para a execução das práticas propostas (um total aproximado de 23 horas em 35 dias). Esse é o tempo projetado para que você tenha melhores resultados no seu processo regenerativo: mudanças de paradigma não acontecem da noite para o dia ;)

Inscreva-se

caveira.jpg

Datas e Inscrição

Brasil: Novembro a Dezembro.

5 encontros online às sextas-feiras, das 8h00 às 10h00* e um encontro presencial em São Paulo, sábado das 9h às 12h.

Online: 06, 13, 20 e 27/11 e 04/12

Presencial: dia 12 de Dezembro. O último encontro requer 3 horas para a construção do cenário futuro, e é um momento de celebração e conexão. Será servido café da manhã. 

Local: Zoom para os encontros online.

(*) A diferença de fuso horário entre Brasil e Suécia não permite que a jornada se dê em horários noturnos do Brasil; É preferível, de todo modo, iniciar o dia com as reflexões propostas; a sexta-feira foi escolhida para que os participantes tenham o fim-de-semana para refletir e executar as práticas, de modo mais imersivo; dentre os participantes escolhidos, é possível alterar o horário para 7h às 9h, se ficar melhor para as jornadas de trabalho locais.

Material: todo material é fornecido. Cada participante recebe o kit necessário para a execução das práticas e dos exercícios.

 

Sobre a inscrição: a inscrição é gratuita. O formulário de inscrição disponível no botão abaixo é o primeiro nível de inscrição na jornada. Serão selecionados 6 participantes para estarem na comunidade de prática — grupo seleto para garantir profundidade na experiência e acompanhamento individualizado.

Antes de realizar a inscrição, recomendamos a leitura da página até o fim, e a leitura do protocolo de ética.

Inscreva-se

Sobre a Pesquisa

Este projeto faz parte de uma pesquisa de pós-doutorado na Linnaeus University, na Suécia. A pesquisadora, Dra. Coral Michelin, se dedica à sustentabilidade e à regeneração há mais de dez anos. Essa investigação está conectada ao ambiente de pesquisa (research environment) chamado Design After Progress, liderado por Åsa Stahl, Kristina Lindström e Li Jönsson, com financiamento da Swedish Research Agency. 

A comunidade de prática é a maneira planejada para testar as 8 práticas que foram projetadas com a finalidade de estimular a reconexão ecológica em quem as exercitar. Algumas práticas já foram usadas em outros contextos e estão aqui apenas reunidas como parte de um percurso mais completo. Além dessas práticas, a jornada também é composta de exercícios de reflexão ou preparação.

Ser uma pesquisa significa que precisaremos registrar o feedback de uso das práticas, bem como o resultado obtido com elas. As coletas de áudio e os registros fotográficos serão feitos de modo a omitir identidades e respeitar a individualidade de cada um.

Sua participação envolve consentimento informado, confidencialidade e privacidade de dados conforme regulamentações éticas internacionais, além de contribuições valiosas para o campo do design regenerativo e ecossistêmico. Todos os detalhes são fornecidos no protocolo de ética.

Ao se inscrever, você concorda em ser parte deste estudo acadêmico.

bumblebee

©2024 Design Ecossistêmico

bottom of page